quinta-feira, 24 de abril de 2014

Missão da Doe Vida

Bom dia pessoal!

Vocês sabiam que a missão da ONG Doe Vida é informar e conscientizar a população sobre a doação e o transplante de órgãos?
Temos também outros trabalhos em paralelo, como doações de medicações e cestas básicas para pacientes comprovadamente carentes que se submetem ao tratamento de hemodiálise.
Devemos esclarecer que a Doe Vida não consegue órgãos para ninguém. Existe uma fila com mais de 70.000 pessoas esperando por um órgão. Essa fila deve ser respeitada e o sistema funciona muito bem. O que falta na verdade são doadores em potencial e estrutura que muitos municipios não tem para a realização de uma cirurgia de retirada dos órgãos para transplante.
Por isso o trabalho de divulgar, incentivar e conscientizar a população é muito importante. Só assim vamos conseguir diminuir essa fila imensa e a dor de tantas pessoas que aguardam por uma chance de viver.
Seja você também um doador de órgãos. Avise sua família. Doe Vida!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Doe Vida. Doe Órgãos.

 
Seja você também doador de órgãos. Decida-se pela vida!
 
 
 

terça-feira, 26 de março de 2013

Feliz Páscoa!!!


EM AGOSTO DESTE ANO A DOE VIDA COMPLETARÁ 10 ANOS DE FUNDAÇÃO


10 anos não são 10 dias... É tempo que justifica a comemoração de uma união que vem gerando solidariedade e fé a todos nós. A mesma fé e determinação que moveram a família Reinelt Marques a fundar a Associação Doe Vida em 16 de agosto de 2003.
Em todo esse período muitos desafios foram vencidos, muitas conquistas alcançadas. Muitos voluntários, colaboradores, patrocinadores passaram por nós, fazendo parte da nossa trajetória.
Porém esta comemoração também nos traz a lembrança de que muito ainda há por vir... Um novo trajeto para que não nos percamos nas vitórias e sempre busquemos mais. Para que continuemos o aprendizado, na certeza de que o caminho é árduo e a luta é diária para transformarmos nosso país em um país de doadores... doadores de vida, de amor, de solidariedade!
Nossos sinceros agradecimentos a todos que fizeram parte desses 10 anos de Doe Vida. E que venham mais diversos anos de trabalho, luta e comemoração!

PARABÉNS DOE VIDA!!!   2003 - 2013

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

27 de setembro - Dia Nacional de incentivo a doação de órgãos e tecidos.

          
 

 
 
Hoje, 27 de setembro é o dia nacional do doador de órgãos e tecidos. Muitos potenciais doadores acabam não doando órgãos que poderiam salvar vidas, em função da reticência da família, que não autoriza o procedimento. Para mudar essa situação é preciso conscientizar as pessoas da importância do ato. Informe-se, conscientize-se, divulgue. Faça a diferença, salve vidas. Seja doador!
 
Acesse nosso novo site e obtenha mais informações: www.doe-vida.com

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Medicamentos Imunossupressores

Os imunossupressores são medicamentos que evitam a rejeição do órgão transplantado.


O nosso sistema imunológico reconhece, defende e protege o nosso organismo contra infecções, e rejeitam tudo o que é estranho, o órgão transplantado é visto pelo sistema imune como algo estranho não pertencente ao “seu organismo”. Por isso é de extrema importância o uso dos imunossupressores, que irá ajudar a “enfraquecer” o sistema imunológico para que este não rejeite o órgão.

Para o sucesso do seu transplante é importante que as medicações sejam tomadas da forma prescrita pelo seu médico, seguindo os horários e as orientações determinadas.

A dosagem deve ser exata, pois ao ingerir uma quantidade maior, o seu organismo pode ficar mais susceptível às infecções e a toxicidade, e ao ingerir uma quantidade menor o seu organismo poderá rejeitar o órgão transplantado.

Os impressos para aquisição dos imunossupressores são preenchidos pelo médico durante a internação hospitalar. Os medicamentos são retirados em locais específicos indicados pela equipe que o acompanha e são de responsabilidade do paciente/familiar. É importante que a medicação seja bem controlada para que não falte no uso diário. E devem ser retirados mensalmente mediante receituário médico.

Cuidado com as medicações:

•Guardar todas as medicações em lugar fresco, arejado, longe do sol e do alcance das crianças.

•Manter consigo a lista dos medicamentos que está tomando.

•Tomar somente as medicações prescritas e autorizadas pelo seu médico e consultá-lo sempre que houver necessidade de utilizar outros medicamentos (vacinas, por exemplo).

•Repor as medicações, para evitar que faltem, principalmente antes dos feriados prolongados.

•Nunca aumentar ou diminuir a dose de uma medicação sem a clara orientação do seu médico.

•Tomar as medicações nos mesmos horários para garantir uma regularidade nos intervalos.

•Não tomar os imunossupressores antes das coletas de sangue para exames laboratoriais.

Estas são as medicações imunossupressoras geralmente utilizadas:

•a) Ciclosporina - Sandimun Neoral®

•b) Prednisona – Meticorten®

•c) Tacrolimus – Prograf®

•d) Micofenolato Mofetil – Cellcept®

•e) Rapamuneâ – Sirolimus

Como toda medicação, os imunossupressores podem dar algum tipo de efeito colateral, se acontecer com você, não suspenda o uso, nem altere a dosagem, procure seu médico.

É importante adquirir o hábito de tomar a medicação, para isto você pode criar estratégias que irão ajudá-lo a não esquecer. Alguns pacientes utilizam o alarme do relógio, outros deixam bilhetes, lembtretes na porta da geladeira. Crie o seu, isto o ajudará!!!

Bartira de Aguiar Roza
Enfermeira
Hospital Israelita Albert Einstein

Fonte: http://www.abto.org.br/abtov02/portugues/populacao/saudeDoTransplantado/gat/medicamentosImunossupressores.aspx

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Olá pessoal!


Estamos voltando hoje para, com muita alegria, comunica-los que a Ong Doe Vida está ampliando seu trabalho com a abertura de uma nova sede em São José dos Campos.

Nosso endereço é :
Rua Ipiranga, nº 125, salas 10 e 11, Jd. Maringá
São José dos Campos - SP
Cep: 12.243 -400

Telefones: (12) 3307-5070 fone/fax: (12) 3307-5010

Já estamos funcionando, venham nos fazer uma visita!

Abraços:
Anna Paula R. marques Mainardes e Equipe Doe Vida

terça-feira, 13 de março de 2012

Estamos de volta!!!

Depois de um ano sem postar no blog da Doe Vida, voltamos com força total!
Esperamos em breve ter muitas novidades e muitos resultados de um trabalho de formiguinha para mostrar a vocês.
Queremos recomeçar, deixando uma mensagem de otimismo aqueles que estão desesperançosos por algum motivo.
Lembrem-se sempre, os momentos ruins passam, assim como os bons também, o importante é tirar uma bela lição de tudo e viver com o coração em paz e manter a fé em Deus!



Um minuto a mais...
"Mudança de Vida.A vida muda em um minuto apenas. Em um minuto apenas DEUS providencia o socorro. Pode ser um coração atento, uma mão amiga, um pedaço de papel impresso caído na calçada. Papel que o vento não o levou para longe. Um minuto apenas e o amor volta e a esperança renasceUm minuto apenas e o sol rompe as nuvens clareando tudo.Não se desespere, espere, o socorro chega. Um minuto apenas...O panorama se modifica. A vida refloresce. Tenha paciência, não se entregue à desesperança. Aguarde. Enquanto você sofre DEUS providencia o auxílio. Aguarde, um minuto apenas, sessenta segundos. Uma vida. Um minuto a mais.
Em um minuto apenas, a misericórdia divina se derrama cheia de bênçãos nas vielas escuras dos passos humanos, corrige, saneia, repara transformando-as em estradas luminosas no rumo da vida maior ."
(autor desconhecido)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Baby looks


















Baby looks nas cores: Rosa, Azul, Preta e Branca.

Tamanhos do P ao GG.



Camisetas Unissex








Nas cores: Azul, vermelha, branca e preta.


Tamanhos do P ao XGG


Camisetas Infantis



Camisetas infantis nas cores: azul, branca e vermelha em diversos tamanhos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CAMISETAS E PRODUTOS DOE VIDA
















Pessoal!


Estamos com novidades. Novos modelos de camisetas e baby-looks DOE VIDA!


Adquira já a sua, o estoque é limitado! Temos diversas cores e modelos!


Mande-nos um e-mail com a descrição do modelo e tamanho para que possamos verificar se temos o produto para pronta entrega. Mande-nos também o CEP para a consulta da tarifa.

Preço da unidade: R$ 25,00 (+ frete que será calculado de acordo com a distância no site dos correios: www.correios.com.br/servicos/precos_tarifas/tarifas.cfm)


Temos também chaveiros, cataventos e eco bags! Consulte-nos para saber os detalhes (preços e cores disponíveis).

Colabore com a ONG e ajude a divulgar a importância da doação de órgãos!

O trabalho da ONG DOE VIDA


Olá Pessoal!


Estamos escrevendo hoje por um motivo muito sério... nosso trabalho.

Através de nossa experiência pessoal, pudemos entender e valorizar muito mais a vida, e com isso, encontrar uma forma de ajudar também as pessoas que necessitam.

Como acreditamos que nada é por acaso, em 2003 surgiu nossa valiosa ONG, que conta com 7 anos de um trabalho incansável em prol principalmente das pessoas que aguardam na fila por um transplante de órgãos. Mas como todo trabalho (principalmente o voluntário) também estamos passando por dificuldades... e sentimos muito neste momento não dar a devida atenção que nossa ONG merece.

Mas, com muita perseverança, garra e fé estamos somente passando por um período de reestruturação de nossos trabalhos, para que a partir de 2011 as coisas tomem um rumo diferente e a prosperidade cruze novamente o caminho desta missão que surgiu para nos mostrar que o maior exemplo de solidariedade e amor ao próximo é a DOAÇÃO DE ÓRGÃOS.

Contamos com a compreensão de todos... continuem nos contatando e mandando mensagens, devagarzinho estamos respondendo uma a uma com o carinho e atenção que sempre tivemos e que vocês merecem!


Agradecemos a todos vocês!


SAÚDE sempre!


Eva Marques - ONG DOE VIDA.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Loja Virtual Doe Vida


Pessoal, acessem nossa lojinha virtual. Lá vocês poderão fazer a compra diretamente conosco através do Pag Seguro e saber os produtos e quantidade que temos em estoque, tudo sempre atualizado:

www.loja2.com.br/doevida


Qualquer dúvida entre em contato pelo e-mail

doevida@doevida.org.br

ou pelo telefone (19) 3802-2009.
Obrigada!


Minutos de Sabedoria


Olá pessoal!
Hoje quero compartilhar uma coisa com vocês, leitores do nosso blog.
Logo pela manhã, como faço de costume, abri meu livrinho "Minutos de Sabedoria" pedindo a Deus que eu abrisse em uma mensagem que iluminasse meu dia e que me trouxesse paz no coração. Pois bem, segue abaixo a mensagem que tirei:

"Esqueça-se um pouco de si mesmo e pense nos outros.
Nestas poucas palavras está encerrado o maior segredo da felicidade.
Quando nos preocupamos demasiado com nossas pessoas, nossos problemas crescem desmesuradamente.
Mas quando esquecemos de nós um pouco para cuidar dos outros, esquecemos nossos problemas que vão se resolvendo por si mesmos.
Então, esqueça-se de si mesmo, e pense nos outros, e achará a felicidade."

É exatamente isso que fazemos quando estamos trabalhando pela Doe Vida.
E digo com toda prioridade, que não há satisfação maior no mundo, não há alegria maior, que ver uma pessoa que nos procura, que nos pede ajuda, ou até mesmo que seja amiga, conhecida, sendo transplantada.
Saber que ela irá sentir a mesma alegria, a mesma sensação de liberdade que eu senti quando passei por isso.
E quando em nossas palestras percebemos que muitas pessoas param para pensar sobre o assunto, e talvez até se tornam doadoras por conta do nosso trabalho e por conta de muitos outros que também são feitos em conjunto com o nosso; a satisfação e sensação de dever cumprido também é imensa.
Porém, levamos tudo sempre com muita humildade e com o sentimento de que é um trabalho de formiguinha, mas que temos fé, nossa missão está sendo cumprida.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

São Paulo ganha o 1º Hospital Público de Transplantes

Por AE, Agencia Estado, Atualizado: 15/6/2010 11:35

A partir de hoje, o Hospital Brigadeiro, na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, em São Paulo, passa a se chamar Hospital de Transplantes Dr. Euryclides de Jesus Zerbini - o primeiro hospital público do Brasil especializado em transplantes.
Concebido para se tornar referência em transplantes de rim, fígado, pâncreas, medula óssea e córneas, o complexo começou a se transformar há dois anos. O prédio passou por reformas e já começou a receber pacientes candidatos a transplantes. O hospital, que não fará operações entre vivos, tem capacidade para realizar mais de 630 transplantes de órgão e tecidos por ano.
"Era uma demanda da rede. Precisávamos de um espaço para operações de rim, por causa da frequência de transplantes, e de fígado, em razão da dificuldade da operação", afirma o responsável pela implantação do hospital, Wladmir Taborda. Atualmente, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, 8.209 pessoas aguardam por um rim - a maior fila para um órgão.
O prédio, que já foi administrado pelo governo federal, ganhou oito salas especiais para transplantes, com sistema de ventilação controlado para evitar infecções. A equipe, com cerca de 80 médicos, se dividirá em áreas de especialidades para os atendimentos.

Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=24577877

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Drica Moraes é internada para fazer transplante de medula óssea

RIO DE JANEIRO - A atriz Drica Moraes foi internada para iniciar o procedimento de transplante de medula óssea. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Albert Einstein, Drica fará o transplante no dia 22 junho.
Realizado em três fases, a atriz começou a primeira na quarta-feira (16) com sessões de quimioterapia. Na segunda parte será feito o transplante, de fato. Na terceira fase, ela permanecerá internada para que os médicos acompanhem sua recuperação.
No comunicado, o hospital informou ainda que a doença de Drica está sob controle e que o doador da medula que será transplantada na atriz foi encontrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Ela descobriu que tinha leucemia no início deste ano.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Vacinação H1N1 - Informações Importantes

O Brasil se preparou cuidadosamente para enfrentar a nova onda de pandemia da gripe Influenza H1N1. O Ministério da Saúde adquiriu a vacina e criou uma estratégia, seguindo recomendações das sociedades médicas e científicas internacionais, para manter o sistema de saúde em funcionamento e reduzir ao máximo o número de casos entre a população. Assim foi determinado que os grupos sociais mais vulneráveis à gripe seriam vacinados.
Segue abaixo o calendário:



De acordo com o calendário, os seguintes portadores de doenças crônicas serão vacinados contra a Influenza H1N1:
• Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças, adolescentes e adultos);
• Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
• Asmáticos (formas graves);
• Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
• Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
• Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
• Diabetes mellitus;
• Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
• Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes em diálise);
• Doença hematológica (hemoglobinopatias);
• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki);
• Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
• Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).

Faça sua parte!
Mais informações: http://www.vacinacaoinfluenza.com.br/

quinta-feira, 11 de março de 2010

O gosto da liberdade - Cinco anos depois de três transplantes, irmãs contam sobre suas novas vidas

Um telefonema no meio da madrugada despertou o aposentado Walter Rodrigues Junior, 52 anos, em uma sexta-feira pré-carnaval. A ligação trazia a esperança de uma nova vida. Do outro lado da linha, uma voz anunciou: “venha para o hospital, temos um doador compatível”. Assim como ele, mais de 31 mil doentes renais crônicos de diferentes faixas etárias estão na fila aguardando por um transplante.

Durante quatro anos, Eva, Anna Paula e Anna Maria Reineldt Marques esperaram ansiosamente por um telefonema como esse. Mas nunca foram chamadas. As irmãs, no entanto, mantiveram-se esperançosas desde o primeiro diagnóstico de perda da função renal. A solução, no caso delas, não estava na fila de transplante, mas sim na própria família.

Após uma série de exames, a mãe, Izilda Reinedelt, doou um dos rins para a administradora de empresas Anna Paula, que ganhou o presente no dia de Natal das outras duas irmãs. “Há tempos nós sabíamos que minha mãe era doadora, mas ela não conseguia escolher quem ficaria com o rim. A Anna Paula passava mal, estava ficando cada vez mais debilitada, então na véspera de Natal eu e a Eva conversamos e decidimos anunciar a escolha”, conta Anna Maria, irmã gêmea de Anna Paula. Na época, a história ganhou destaque em diversos meios de comunicação. “Foi uma decisão natural, em primeiro lugar a gente queria ver nossa irmã bem.”

Apenas seis meses depois, o pai doou um rim para Eva, a irmã mais velha. Logo em seguida, em dois meses, Anna Maria entrava na sala de cirurgia também para fazer o transplante: o órgão foi doado por uma prima que a família não via há 35 anos. “A Cristina sonhou durante três noites seguidas que tinha o braço conectado por um fio a alguém. E decidiu fazer os exames para ver se era compatível. Deu certo!”, relata Anna Maria. “Eu pensava: porque essa pessoa está fazendo isso por mim? É um ato de amor e coragem, a pessoa passa por uma cirurgia por alguém que nem conhece”, diz.

Pessoas que doam um de seus rins vivem tanto quanto quem permanece com os dois órgãos. Os especialistas já tinham essa percepção, mas uma pesquisa da Universidade de Medicina de John Hopkins, nos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira, dia 10, finalmente confirmou-a com dados estatísticos. O estudo reforçou ainda o que muitos médicos também já sabiam: doar um rim é uma cirurgia com baixos riscos.

Água, viagens e xixi

Cinco anos depois dos transplantes, os maiores prazeres dessas irmãs estão em pequenas atitudes cotidianas, que passam despercebidas para a grande maioria da população que não sofre com a insuficiência renal. “Cada vez que eu tomo um suco de laranja, eu agradeço a Deus. Antes eu não podia tomá-lo porque o suco tem muito potássio”, relata Anna Paula. Doentes renais crônicos têm que seguir uma dieta rígida: a ingestão de líquidos é restrita e alguns alimentos devem ser consumidos com cautela e controle, porque contêm nutrientes como o potássio e o sódio, prejudiciais ao corpo. “A gente chegou a passar sede em dias de calor intenso e não podia tomar água”, conta Eva.

Para Anna Paula, até mesmo o gosto da comida mudou. “Eu finalmente posso sentir o sabor dos alimentos. Quando estava doente, as toxinas presentes no sangue alteravam o paladar. Hoje, ficou muito melhor.”

Além de poder tomar líquidos e comer à vontade, outro momento comemorado é a hora de ir ao banheiro. Logo que fez o transplante, Anna Paula precisou fazer exames de urina. “Eu saí do banheiro chorando de tanta alegria. Há tempos eu não sabia o que era fazer xixi”, relata. “Era uma coisa impossível e hoje isso demonstra que o meu organismo está trabalhando corretamente”, completa Eva.

Viajar, que antes ficava fora da programação das três por conta dos compromissos com o tratamento, hoje virou diversão obrigatória. Em 2009, Anna Paula ficou uma semana em Porto Seguro, na Bahia, sem outras preocupações que não fossem aproveitar o sol e o mar. Foi uma espécie de conquista para ela. Quando começou a hemodiálise, o então namorado passava o réveillon na cidade e, por conta do problema de saúde, ela não podia ir.

Hemodiálise

Hoje as irmãs lembram com certo alívio da época em que precisavam passar por três sessões semanais – de quatro horas cada – de hemodiálise. O tratamento, realizado em quem tem insuficiência renal, retira o sangue por meio de uma agulha, passa-o por uma máquina que filtra as impurezas, e devolve para o corpo por meio de outra agulha. Cinco anos depois do transplante de rim que tirou Anna Paula, Anna Maria e Eva da máquina, as três são unânimes em afirmar que a melhor coisa da vida sem a necessidade do tratamento é a liberdade.

No entanto, nenhuma delas esquece os momentos difíceis pelos quais passaram. “Depois que fiz o transplante parece que entendi o que é a hemodiálise. No início, achava que não durararia tanto tempo, que logo tudo se resolveria. Mas os dias passam e você continua ali”, conta Anna Maria. “Eu sentava na máquina e tinha medo de não sair de lá”, emociona-se Anna Paula. E era ainda mais doloroso quando pacientes que também passavam pelo tratamento no mesmo grupo faleciam.

Apesar de todas as dificuldades, elas se sentem gratas pelos anos de tratamento. “Não dá para falar que você tem qualidade de vida, mas pelo menos tem a máquina. Quem precisa de um coração ou um fígado, por exemplo, não tem essa opção”, avalia Anna Maria. A hemodiálise permitiu que as três esperassem por um transplante de órgão. “Tudo depende de como o paciente vê a diálise” avalia o nefrologista José Osmar Medina Pestana, coordenador do departamento de transplante da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). “Se ele passar as 48 horas anteriores à diálise sofrendo em função da expectativa das quatro horas de tratamento, isso será uma tragédia. Mas se encará-la como uma forma de sobreviver às outras 48 horas, vai enxergar de forma alegre”, completa o médico.

Um novo olhar

O transplante mudou não somente o cotidiano dessas três mulheres, mas também a maneira como elas encaram a vida. Em 2003, com a ajuda dos pais, elas montaram a ONG Doe Vida, para incentivar a doação de órgãos e orientar pacientes que estejam na mesma situação que um dia elas viveram.

No Brasil, 13 milhões de pessoas apresentam algum grau de problema renal, segundo o levantamento mais recente da SBN. Apesar de o número de transplantes crescer a taxas de 15% ao ano no País, a quantidade de pacientes que precisam de um novo rim também aumenta 10% no mesmo período.

Nesta quinta-feira, dia 11, ações como exames gratuitos e divulgação de informações sobre a insuficiência renal estão sendo realizadas em diversos países em comemoração ao Dia Mundial do Rim. As irmãs fazem sua parte, contando sua história e dando palestras. “Não tem dinheiro no mundo que pague o que eu recebi”, avalia Eva.

Estudo mostra que doar rim não reduz expectativa de vida


SUCESSO - João Otávio Marques e a mulher Izilda doaram rins às filhas Anna e Eva Cristina


Cientistas acompanharam 80 mil pessoas por 15 anos e comprovaram segurança do procedimento

Pessoas que doam um dos rins vivem tanto quanto quem permanece com os dois. Um estudo histórico realizado nos Estados Unidos com mais de 80 mil doadores comprovou definitivamente o baixo risco da cirurgia que, no ano passado, salvou 1.727 vidas no Brasil.

Esse foi o número de transplantes de rim com doadores vivos. No total, houve 4.259 transplantes do órgão. Os autores do estudo afirmam que atestar a segurança do procedimento é essencial para diminuir a fila de pessoas com insuficiência renal à espera de cirurgia. Segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, cerca de 34 mil pessoas precisam de um rim.
O artigo mostra que, nos primeiros 90 dias após a cirurgia, apenas 3,1 de cada 10 mil doadores sofrem complicações fatais. Intervenções comuns como a remoção da vesícula biliar possuem um risco associado seis vezes maior. Nos anos seguintes, esse risco se torna tão baixo quanto o de pessoas que não passaram pela cirurgia. Os pesquisadores acompanharam os doadores durante 15 anos - de abril de 1994 a março de 2009.

EXEMPLO

A maior parte dos doadores vivos no País costuma vir de pessoas próximas aos doentes: cerca de 94%. A história da família Reinelt Marques, que comoveu o País em 2005, é um exemplo. Naquele ano, a jovem Eva Cristina e suas irmãs gêmeas Anna Paula e Anna Maria conseguiram sair da fila de espera por um transplante de rim. Os órgãos foram doados pelos pais das meninas, Izilda e João Otávio, e por uma prima do pai.

As garotas de Campinas sofriam de uma rara síndrome genética que provoca o envelhecimento precoce do rim. Durante quatro anos, aguardaram transplante enquanto faziam três sessões semanais de diálise

Agora levamos uma vida praticamente normal, a não ser pela necessidade de tomar a medicação para evitar rejeição e ir ao médico a cada três meses", conta a estudante de Administração Anna Paula, hoje com 29 anos. "Podemos comer de tudo e beber líquido à vontade."

Anna Paula foi a primeira a receber um novo rim, doado pela mãe. A cirurgia completou cinco anos no dia 24 de fevereiro. "Não senti nada de diferente no meu corpo depois da operação. Pelo contrário, tornei-me uma pessoa muito mais feliz por ter dado a vida duas vezes à minha filha", diz Izilda.

A família fundou em 2003 a ONG Doe Vida, que promove ações para estimular a doação de órgãos e presta assistência a quem aguarda na fila de espera dos transplantes. A entidade distribui mensalmente 200 cestas básicas entre pacientes que fazem diálise nas clínicas de Campinas e região. A demanda, diz Anna Paula, é de 500 cestas.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Henry de Holanda Campos, explica que, graças ao trabalho das redes de pacientes e familiares, o receio da doação diminuiu muito nos últimos dez anos.

Ao Estado, o principal autor do trabalho, publicado no Jama, Dorry Segev, disse que pretende avaliar outras variáveis, como o impacto psicológico da doação.


Fonte:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100311/not_imp522638,0.php